Web Summit 2025: Como Foi Levar a Pipeback Para Lisboa
Voltei de Lisboa há poucos dias e ainda estou digerindo tudo que rolou no Web Summit 2025. Sabe aquela sensação de que você acabou de acelerar o crescimento da sua empresa em anos, tudo em apenas 4 dias? É exatamente isso que estou sentindo.
Muita gente me questionou antes de ir: “Paulo, vale mesmo a pena gastar dezenas de milhares de reais pra expor numa feira dessas? Não é melhor investir esse dinheiro em ads ou em desenvolvimento de produto?”
Deixa eu te contar em detalhes por que essa foi uma das melhores decisões que tomei para a Pipeback este ano.
Vendas presenciais em um mundo digital
Primeiro, vamos falar do óbvio que nem sempre é tão óbvio assim: fizemos negócios no evento.
E olha, os negócios rolaram de todas as formas possíveis. Algumas empresas quiseram fechar ali mesmo depois de ver o produto ao vivo. A maioria preferiu agendar demos mais detalhadas para depois do evento - saímos com a agenda lotada para as próximas semanas. E teve aquelas conversas no happy hour que você sabe que vão virar cliente, é só questão de tempo.
É isso que muita gente não entende sobre eventos presenciais: o booth é crucial - qualificamos centenas de leads ali, demonstramos o produto dezenas de vezes, agendamos reuniões. Mas o verdadeiro poder está na combinação de tudo: booth + happy hours + jantares + encontros de corredor.
Tem algo mágico no presencial que o digital não replica. A pessoa te vê demonstrando o produto ao vivo, tira dúvidas na hora, mas também te encontra no coffee break, continua a conversa no evento da noite, e avança o deal no almoço do dia seguinte.
O presencial e o digital se complementam perfeitamente. Os leads que capturamos vão entrar nos nossos fluxos automatizados, mas com uma diferença crucial: eles já conheceram o produto, já viram funcionar, já criaram uma conexão com nossa equipe.
O pipeline que construímos nesses 4 dias vai alimentar nossos próximos trimestres. E isso sem contar os relacionamentos de longo prazo que vão gerar frutos por anos.
Parcerias estratégicas que mudam tudo
Mas vendas diretas foram só a ponta do iceberg. O que realmente vai impactar nosso crescimento nos próximos anos foram as parcerias estratégicas que identificamos.
Conversamos com dezenas de possíveis parceiros de diferentes segmentos - integradores, consultorias, outras startups. E o mais valioso foi descobrir qual canal de distribuição pode ser um game changer pra Pipeback. Não vou revelar ainda qual é, mas posso dizer que já estamos estruturando toda a operação pra abrir esse canal nos próximos meses.
Foi o tipo de descoberta que você só faz ao vivo, conversando com diferentes players, entendendo como eles operam, onde estão as oportunidades. Esse insight sozinho já valeu a viagem.
Além disso, fechamos parcerias tecnológicas importantes. Parceiros de telefonia, infraestrutura, integrações que vão elevar muito o nível do produto da Pipeback.
Validação Global: nossa tese estava certa
Conversei pessoalmente com mais de 100 fundadores e executivos de SaaS durante o evento. E sabe o que ficou cristalino? Nossa tese de criar um software all-in-one para SaaS, integrando suporte, vendas e marketing, não é só uma necessidade - é uma urgência do mercado.
Fundador após fundador me contava a mesma história: “Estamos usando 15 ferramentas diferentes, gastando uma fortuna, e ainda assim as coisas não conversam entre si.”
Nosso ICP (Ideal Customer Profile) ficou ainda mais nítido: empresas SaaS entre 10 e 50 funcionários, que já passaram do product-market fit mas ainda não têm estrutura para desenvolver ferramentas internas. É um mercado gigantesco e extremamente mal atendido.
Anunciando a minha parceria com a Globalfy
Um dos momentos mais especiais foi aproveitar o momento do Web Summit pra anunciar oficialmente minha parceria como embaixador da Globalfy. Gravamos um vídeo direto de Lisboa e publicamos nas redes sociais - o timing não poderia ser melhor.
Para contextualizar: a Globalfy ajuda empreendedores brasileiros a abrir empresas nos Estados Unidos, cuidando de toda a parte burocrática e contábil. É algo que eu sempre recomendei informalmente, mas agora a parceria está oficial.
Por que isso importa? Porque grande parte dos founders brasileiros que me seguem no Instagram, que participam da Indies.club (minha comunidade), e mesmo os que conheci no evento, todos têm o mesmo objetivo: expandir globalmente. E a primeira barreira sempre é a estrutura legal.
Agora posso ajudá-los não só com a Pipeback, mas também com essa parte fundamental do crescimento internacional. É uma parceria que faz total sentido pro meu público.
É o tipo de parceria onde todos ganham: eu agrego valor pra minha audiência, a Globalfy consegue clientes qualificados, e os empreendedores brasileiros têm um caminho mais claro pra escalar globalmente.
O Investidor que atravessou o atlântico
Meu investidor principal voou dos Estados Unidos para estar no Web Summit. E olha, isso foi fundamental - não só pelo dia que ele passou comigo no booth ajudando nas apresentações, mas principalmente pelos 4 dias que ficamos juntos em Lisboa.
Dividimos o mesmo hotel, tomamos café da manhã juntos todo dia, discutimos estratégias até tarde da noite. Foi uma imersão total no universo da Pipeback. Ele viu na prática as reações das pessoas ao produto, ouviu os feedbacks, presenciou o interesse genuíno do mercado.
O mais importante: ficou cristalino pra ele que nossa tese de produto all-in-one não é só uma ideia - é uma necessidade real do mercado. Ele viu com os próprios olhos dezenas de empresas pedindo exatamente o que estamos construindo.
Essa conexão mais profunda, esse tempo de qualidade juntos, vale mais do que mil calls via Zoom. Agora ele não só investe na Pipeback - ele viveu a Pipeback durante esses dias. Entendeu nossas dores, nossas oportunidades, nosso potencial de uma forma que relatórios e métricas nunca conseguiriam transmitir.
Network com o portfolio
Outro benefício incrível foi encontrar pessoalmente com outras empresas do portfólio do meu investidor. O pessoal da Tintim.app estava com um estande perto do nosso, e as trocas foram sensacionais.
Compartilhamos métricas, estratégias de crescimento, erros que cometemos, o que funcionou, o que não funcionou. É um tipo de conhecimento que você não encontra em nenhum curso ou livro - são insights de quem está na trincheira, enfrentando os mesmos desafios.
O Sorteio do Nintendo Switch 2
Agora, deixa eu contar sobre o momento mais insano do Web Summit pra gente: o sorteio do Nintendo Switch 2.
A ideia era simples: as pessoas escaneavam um QR code onde preenchiam seus dados. Com base nas perguntas do formulário, já fazíamos uma qualificação inicial dos leads.
O que não esperávamos era a dimensão que isso tomaria.
Na hora marcada para o sorteio, nosso booth estava LOTADO. Tinha mais de 100 pessoas ali, todas esperando o resultado. Foi surreal.
Mas o mais genial foi o que aconteceu: enquanto esperavam o sorteio, as pessoas começaram a perguntar sobre a Pipeback. Várias agendaram demos para a semana seguinte. Teve até um fundo de private equity de Lisboa que tem exatamente a dor que a Pipeback resolve - saíram de lá super interessados.
Resultado final: capturamos centenas de leads qualificados. O CPL (Custo por Lead) foi uma fração do que pagamos em ads online, e a qualidade é incomparável - são pessoas que tiveram contato real com nosso produto e equipe. O Nintendo Switch foi um investimento que se pagou multiplicado.
Demos e Follow-ups
Saímos de Lisboa com a agenda completamente lotada para as próximas semanas. São empresas de diversos países, desde startups em early stage até scale-ups com centenas de funcionários.
O mais importante: aprendemos a ser seletivos. Não adianta agendar demo com todo mundo que passa pelo booth. Focamos apenas em empresas que realmente se encaixam no nosso perfil ideal - SaaS que já tem tração mas ainda sofrem com a bagunça de usar mil ferramentas diferentes.
Essa qualificação mais rigorosa significa menos demos, mas com qualidade muito maior. São conversas que têm potencial real de virar negócio, não apenas “vamos ver o que vocês fazem”. Cada empresa que agendamos tem uma dor específica que sabemos resolver.
É a diferença entre quantidade e qualidade.
Expansão Europeia 🇪🇺
Talvez a descoberta mais importante do evento: precisamos urgentemente de um datacenter na União Europeia.
Conversamos com pelo menos 20 grandes empresas europeias que adoraram nossa solução, mas que não podem usar um produto com dados hospedados apenas nos EUA. GDPR não é brincadeira por lá.
É o tipo de feedback que muda roadmap. Já estamos acelerando nossos planos de expansão de infraestrutura. Até o final deste ano, teremos presença na Europa. Esse único insight pode significar milhões em receita adicional.
Aprendizados e melhorias para 2026
Claro, nem tudo foi perfeito. Cometemos erros que não vamos repetir:
Nosso sorteio poderia ter sido MUITO maior. Coletamos centenas de leads, mas poderíamos facilmente ter chegado a milhares se tivéssemos sido mais agressivos na divulgação. Sorteamos o videogame mais aguardado do ano e mesmo assim fomos tímidos. Ano que vem, a estratégia vai ser completamente diferente - vamos dominar o evento com nossa ativação.
Precisamos de um booth maior. O espaço que tínhamos não comportava o volume de interesse. Teve momentos com fila de pessoas esperando para conversar conosco. É um problema bom, mas ainda assim um problema.
Deveríamos ter organizado nossos próprios eventos paralelos. Vi competidores fazendo happy hours exclusivos, meetups privados, jantares VIP. Eles capturaram a atenção dos melhores leads fora do horário oficial do evento. Essa é uma oportunidade perdida que não vamos repetir.
Mas esses são problemas bons de ter. Significam que a demanda foi maior que a expectativa e que temos muito espaço pra crescer.
Voltaremos em 2026 🇵🇹
Já está decidido: ano que vem estaremos lá de novo.
O Web Summit 2025 não foi um gasto - foi um investimento que já está retornando dividendos. Entre vendas fechadas, pipeline gerado, parcerias estratégicas e insights de mercado, o ROI é impossível de calcular completamente, mas com certeza valeu cada centavo.
E o melhor: agora sabemos exatamente o que fazer para extrair ainda mais valor do evento. 2026 vai ser o ano que a Pipeback domina Lisboa.
Para você que está pensando em expor
Se você tem um SaaS, vende globalmente e está considerando expor no Web Summit ou em feiras similares, meu conselho é direto: faça, mas faça direito.
Não vá só pra “marcar presença”. Tenha objetivos claros:
Quantos leads quer capturar?
Quantas demos quer agendar?
Que tipo de parceiros procura?
Que validações precisa do mercado?
Prepare-se para trabalhar como nunca durante o evento. São dias de 12-14 horas em pé, conversando, vendendo, fazendo networking. É exaustivo, mas é o tipo de exaustão que acelera anos de crescimento em poucos dias.
A Pipeback entrou no Web Summit 2025 como uma startup promissora. Saímos como um player validado globalmente, com parceiros estratégicos, pipeline robusto e uma visão cristalina de como dominar nosso mercado.
E isso, meus amigos, não tem preço. Ou melhor, tem - e vale cada centavo investido.
Se você estava no Web Summit e não conseguimos nos conectar, me chama no LinkedIn ou Instagram. Ainda estou processando centenas de contatos que fizemos e adoraria continuar as conversas que começaram em Lisboa.
Para os brasileiros que querem expandir globalmente e abrir empresa nos EUA, me chama que eu faço a ponte com a Globalfy. Como embaixador, consigo desconto exclusivo para meus seguidores.






